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Perspectivas do mercado de crédito no Brasil

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Seg, 18 de Janeiro de 2010 16:28

Perspectivas do mercado de créditoO ano de 2009, como é de conhecimento de todos, começou em meio a uma crise financeira de grande magnitude, e consequentemente, colocou à prova todo o sistema financeiro global, testando a capacidade de recuperação dos mercados financeiros.
Passada a fase mais aguda da crise, e focando nos efeitos que gerou sobre o Brasil, é preciso avaliar em que condições está o mercado financeiro brasileiro,pois é esse em grande parte responsável pelo desenvolvimento econômico e pelo direcionamento dos recursos de nossa economia, com o propósito de gerar crescimento econômico do modo mais dinâmico possível. Pode-se observar no gráfico 1 que de janeiro de 2000 para setembro de 2009, as operações de crédito total do sistema financeiro brasileiro aumentaram 83,53%, ou seja, em janeiro de 2000, as operações totais de crédito do país representavam 24,9% do PIB.

Gráfico 1

Já em setembro de 2009, essas operações correspondem a 45,7% do PIB brasileiro. Mesmo com esse aumento de participação, ainda podemos destacar que, em sua totalidade, as operações de crédito no Brasil ainda estão abaixo de outras economias maiores que a nossa. Nos EUA, o índice de operações de crédito sobre PIB, por exemplo, é de aproximadamente 249%. Em países como Chile, África do Sul e Holanda, essas operações correspondem à aproximadamente 63%, 141% e 166%, respectivamente. Analisando esses dados, é possível concluir que, mesmo com crescimento e desenvolvimento do mercado financeiro brasileiro, verificados principalmente a partir de janeiro de 2004, como demonstra o gráfico 1, o mercado de crédito brasileiro ainda tem muito a crescer, se comparado a outras economias mundiais. Se observado os padrões internacionais, o volume operado em nosso mercado de crédito poderá crescer ainda mais de 200%, ou seja, triplicar de tamanho. Outro fator que deve receber muita atenção para que possamos analisar devidamente o mercado financeiro brasileiro, é uma análise minuciosa de nossas taxas de juros. O ano de 2009, como citado anteriormente, iniciou-se em meio à crise, que impulsionou uma queda em nossa taxa básica de juros, a Selic. Pela primeira vez em nossa história, foi possível verificar uma taxa básica de juros de um dígito. O gráfico 2 apresenta essa evolução.

Gráfico 2Perspectivas do mercado de crédito no Brasil Segundo o gráfico 2, de janeiro de 2009 para setembro de 2009, verificamos uma queda de aproximadamente 35% na taxa Selic. Essa queda foi um dos fatores a estimular a economia durante a crise, gerando a retomada do crédito e o aquecimento econômico. Mas mesmo com essa queda ocorrida em 2009, o Brasil ainda sustenta altas taxas de juros, se comparado com outras economias do mundo. Segundo dados da Consultoria Econômica Up Trend, ainda em 2009 o Brasil coloca-se no ranking mundial como o quarto país
do mundo com a maior taxa de juros real, ficando atrás de China, Tailândia e Argentina. No Brasil, descontada a inflação, a taxa real de juros é de aproximadamente 4,5%. Assim, a adequação do mercado de crédito do Brasil diante de padrões internacionais ocorrerá com a redução das taxas de juros a cerca de um terço do que são hoje. Em relação ao volume de concessão de crédito no País, de janeiro de 2000 para setembro de 2009, é possível verificar uma expansão do crédito total (pessoas física e pessoa jurídica) de aproximadamente 196%, como mostra o gráfico 3.

Gráfico 3
De janeiro de 2009 para setembro de 2009, observamos uma evolução de aproximadamente 15% no volume total de crédito ofertado, ou seja, o crédito no País está carregando uma tendência de crescimento já a algum tempo, de maneira a promover maior crescimento econômico. Ainda em relação à expansão de crédito, podemos destacar a expansão do crédito imobiliário para pessoa física, que a partir de 2006 cresceu aproximadamente 251%. Em relação às outras modalidades de crédito para pessoas físicas, podemos observar no gráfico 4 que todas elas acompanham uma tendência de expansão em nossa economia.





Fonte: Revista Financeiro

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