1. Skip to Menu
  2. Skip to Content
  3. Skip to Footer>
Home > CCMCC NEWS > Pequena empresa é a bola da vez no crédito

Pequena empresa é a bola da vez no crédito

Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 

Qua, 20 de Janeiro de 2010 09:36

Pequena empresa é a bola da vez no créditoO crédito para micro, pequena e média empresa, em crescimento desde o fim de 2009, deverá continuar em expansão ao longo de 2010, puxado pelas instituições públicas e destinados principalmente para os setores ligados ao comércio e supérfluos.

Para o professor de Ambiente Econômico Global do Insper, Otto Nogami, 2010 será "o ano da euforia". "Isso se nada de anormal acontecer. A retomada da atividade econômica neste ano irá gerar uma demanda maior dessas empresas de menor porte por crédito", diz. Segundo ele, com o fim da crise, deverá haver um aquecimento do nível de consumo popular, "o que irá refletir diretamente nessas empresas ligadas ao comércio", afirma.

Nogami ainda aposta no fator psicológico ao apontar o crescimento dos setores considerados supérfluos. Segundo ele, para sair "emocionalmente" da crise, os consumidores não irão buscar as "grandes compras", como imóveis ou automóveis, "mas sim objetos de menor custo", afirma.

Dados mais atuais do Banco Central apontam um crescimento maior nas faixas créditos de menor valor em outubro, ante setembro de 2009, em prejuízo da faixa de maior valor. Enquanto financiamentos até R$ 100 mil cresceram 2,5% no período e os entre R$ 100 mil e R$ 10 milhões, 2,1%, a saldos de, respectivamente R$ 123,868 bilhões e R$ 282,036 bilhões, empréstimos acima de R$ 10 milhões subiram 0,7% em outubro, ante o mês anterior, a saldo de R$ 353,518 bilhões.

A professora do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento (ProCED) da Fundação Instituto de Administração (FIA), Dariane Castanheira, explica que grande parte desses recursos vieram das instituições públicas. "O crédito às pequenas e médias cresceu porque o governo aumentou o volume de recursos disponíveis", afirma. Por esse motivo, diz, a tendência para 2010 é que o crédito para essas companhias de menor porte aumente. "O governo, por meio de suas instituições financeiras, deve aumentar as linhas disponíveis", aposta a acadêmica.

No entanto, apesar de haver disponibilidade, muitas empresas ainda não tem acesso a esses recursos. "Essas linhas acabam saindo em pequena escala. A maioria das PMEs não está preparada para mostrar números de balanço e demonstrar que tem capacidade para honrar o compromisso. Por mais que esteja disponível, não estão aptas", diz.

Por isso, segundo ela, muitas têm acesso a um crédito mais caro, via instituições privadas, sem acesso a repasses do BNDES.

O Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) comprova o apoio dos bancos estatais. Segundo o presidente da entidade, Joseph Couri, o suporte dado por essas instituições ao longo de 2009 foi crescente. "Os bancos federais reduziram juros, que chegaram a 4,5% ao ano, e alongaram prazos para até 10 anos em aquisição de máquinas, por exemplo", atesta. "Mas os privados também estão com uma busca crescente desse mercado de micro e pequena indústria", afirma.

Um dos fatores para os bancos privados voltarem suas atenções a esse segmento, é a saída das grandes empresas do mercado de crédito. "Passado o período de crise, as grandes empresas voltaram a acessar o mercado de capitais como fonte de recursos. Além disso, uma companhia estruturada e bem posicionada, pode ir ao mercado externo e conseguir financiamentos com juros de 2,5% ao ano, que fica extremamente vantajoso com a valorização do real frente ao dólar", confirma.

Para Couri, as medidas que o BC vem tomando para alongar prazos de captação dos bancos, como a letra financeira, devem ser benéficas ao setor. "Com essas medidas, que irão permitir às instituições privadas viabilizar um funding de longo prazo, e ter as mesmas condições dos bancos públicos, as condições de crédito no mercado interno serão melhores", afirma o dirigente. A letra financeira ainda aguarda regulamentação do Conselho Monetário Nacional. O dirigente espera ainda uma oferta maior de crédito, não apenas em 2010, como ao longo dos próximos anos. "Para este ano, para alcançar a previsão de um Produto Interno Bruto (PIB) na casa dos 5% ou 6%, será necessário um aumento dos patamares atuais de crédito, uma vez que o crescimento será puxado pelo mercado interno", diz.

Em uma visão de longo prazo, Couri pensa que a tendência é de um aumento constante nos empréstimos para empresas de menor porte. "Indiscutivelmente, o Brasil entrou no hall dos países que irão crescer muito nos próximos anos, e eu estou no grupo que acredita que seremos a quinta ou sexta economia mundial em 10 ou 15 anos". Para alcançar esse patamar, o dirigente vê necessidade de uma alavancagem maior do crédito, que atualmente responde por cerca de 45% do PIB. (DCI Online
).

Fonte:
http://www.dfreire.com.br
Comentários
Adicionar novo Procurar
Comentar
Nome:
Email:
 
Sítio web:
Título:
 

Newsletter

Preencha seu nome e e-mail para receber o boletim de conteúdo do CCMCC.



CCMCC na Rede

Siga-nos no Twitter 
Siga-nos no Facebook
Clique na imagem abaixo para assinar o Feed de notícias
Feeds

Depoimentos

Franck Vignard, Cetelem

Não poderia haver momento melhor para se discutir o assunto. O CCMCC está com temas de absoluta relevância... Temos de continuar discutindo crédito, cobrança, propondo soluções e fazendo encontros como este para a troca de ideias.
Franck Vignard 
Diretor-executivo da Cetelem

Pedro Paulo Cunha, Algar

Eventos como [o CCMCC] são bons por alguns motivos. Primeiramente por que é um momento para você parar tudo o que faz no seu dia a dia para discutir e atualizar as opiniões sobre o que tem acontecido. É fundamental discutir o que está acontecendo, para onde cada um vai e o que está sendo feito.

Pedro Paulo Cunha
Executivo de Gestão de Risco da Algar Tecnologia

Simone Trocoli, Serasa

O CCMCC traz palestras com conteúdos muito interessantes, como a questão do microcrédito que é um tema pouco explorado e é o que vai sustentar boa parte do crescimento do PIB neste ano. Discutir temas como esse nos levam a sair do quadrado, da mesmice.

Simone Trocoli
Gerente especialista em cobrança do Serasa

Ivo Luiz Vieitas Jr, Hipercard

É muito importante entender o papel dos diversos meios de pagamento, do crédito e do consumo, pois em momentos de dificuldade é preciso apoiar-se nas âncoras de desenvolvimento e da racionalização da economia e os meios de pagamento representam exatamente isso. Eles ajudam a sociedade a organizar o sistema de crédito e a gerar transparência do ponto de vista fiscal.
Ivo Luiz Vieitas Jr
Diretor-executivo da Hipercard

Fernando Brasileiro, Cibrasec

O CCMCC é uma chance das pessoas trocarem ideias e perspectivas a respeito de um cenário econômico instável, que a princípio é uma situação atípica. Com a mudança do mercado e do próprio hábito de consumo, da forma de financiar o consumidor, é preciso revistar as práticas e trocar experiências com outros setores da economia.

Fernando Brasileiro
Diretor-presidente da Cibrasec

Vídeos Padrão Eventos

Get the Flash Player to see this player.

Realização Organização
Financeiro Revista Consumidor Moderno NOVAREJO Revista Consumidor Moderno Padrão Eventos