Executivos vêem sinais de recuperação do mercado
A percepção mundial dos executivos é unânime: a atual crise financeira é importante e sem precedentes. Entretanto, há espaço para o otimismo. É isso que apontam os resultados do último Executive Quiz, pesquisa periódica realizada pelo Korn/Ferry Institute com executivos de mais de 70 países, incluindo o Brasil.
Para avaliar o clima entre os executivos, a pesquisa realizou duas entrevistas: a primeira no início de março e a segunda ao final do mesmo período. Quando avaliados logo no começo, apenas 7% dos executivos sentiram que a economia global estava se recuperando, enquanto mais do que três quartos (76%) afirmaram que seria uma severa recessão.
No final do mês, porém, o cenário mudou: 13% afirmaram que a economia estava se restaurando. Isto é, o percentual daqueles que enxergam recuperação do mercado praticamente dobrou. Entre os brasileiros, esse percentual pulou de 16% na primeira fase, para 25% na última semana de março, acompanhando o otimismo mundial.
Em relação à atuação governamental nas ações corporativas, 11% creditam ao Governo a responsabilidade por “tirar” as empresas da crise. Outros 16% crêem que a própria movimentação dos negócios responda por isso e 17% afirmam que a responsabilidade é dos consumidores. Já a maioria (56%) acredita que os três fatores são igualmente importantes. Esse índice chega a 59% no caso dos executivos brasileiros.
“A esperança de todos é que chegamos ao fundo do poço e agora estamos a caminho da recuperação. Entretanto, os resultados de nossa pesquisa apontam conflitos de relacionamento entre empresas e Governo, que carecem de ajustes”, observa Sergio Averbach, presidente da Korn/Ferry International na América do Sul. “A boa nova é que a maioria dos entrevistados concorda que consumidores, a própria movimentação dos negócios e também o Governo têm, em igualdade de importância, um papel vital na recuperação da saúde financeira global”, acrescenta.
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Depoimentos
Eduardo Ferreira, Microinvest
Crédito e sistema financeiro são assuntos muito importantes, porque é o motor da economia como um todo. E em momento de transição, como este que estamos vivendo, faz com que ficássemos de olho em um sistema de crédito mais consciente; por isso discutir esse assunto agora é muito importante.
Eduardo Ferreira
Superintendente da Microinvest
Paulo Leite, Dedic GPTI
O crédito neste momento é um dos fatores de investimento das empresas, é um assunto cada vez mais atual. Nós temos uma realidade econômica, e precisamos buscar valores diferenciados, novas oportunidades para quem agrega valor a seus clientes.
Paulo Leite
Presidente da Dedic
Carlos Louro, Wittel
Nós fazemos parte do primeiro grupo de empresas que apoiou essa iniciativa. O evento [CCMCC] nunca foi tão atual como neste ano, momento da necessidade da política mais adequada da concessão de crédito e da eventual cobrança, feita de uma forma que manter o relacionamento com o cliente se torna cada vez mais presente. E acredito que isso seja sem dúvida uma das razões do sucesso do evento.
Diretor Superintendente da Wittel
Franck Vignard, Cetelem
Simone Trocoli, Serasa Experian
O CCMCC traz palestras com conteúdos muito interessantes, como a questão do microcrédito que é um tema pouco explorado e é o que vai sustentar boa parte do crescimento do PIB neste ano. Discutir temas como esse nos levam a sair do quadrado, da mesmice.
Simone Trocoli
Gerente Especialista em Cobrança da Serasa Experian



