Dinheiro para o crédito
Patrícia Bentes, sócia-diretora da Hampton Solfise, aponta a securitização como uma boa alternativa para a captação de recursos
Para conceder crédito é preciso ter dinheiro e os bancos e financeiras buscam captá-lo da melhor maneira possível para que o spread bancário – diferença entre a taxa em que o banco capta o recurso para em seguida o ofertar como crédito- seja o mais baixo possível. Uma das melhores maneiras de se fazer isso, segundo Patrícia Bentes, sócia-diretora da Hampton Solfise, é por meio da securitização. Significa, na prática, transformar ativos relativamente não líquidos em títulos mobiliários líquidos e de transferir os riscos associados a eles para os investidores que os compram.
No último ano, a captação de recursos no Brasil por meio da securitização foi feita 58,4% com recursos lastreados ao crédito e 19,4% em multisegmentos. Ou seja, cerca de 80% dessas emissões foram utilizadas pelo setor financeiro e, portanto, voltadas tanto ao crédito quanto ao cliente final. “Não há dúvidas que para a indústria financeira de crédito esse é um caminho que veio para ficar”, ressalta Patrícia.
Ainda no País, uma das razões para esse mercado ainda não ter emplacado com força, segundo a executiva, é a falta de liquidez e o tempo de aplicação longo. As operações variam, em média, entre três e cinco anos. “O investidor qualificado não quer ficar preso por muito tempo num fundo longo prazo que pode oscilar muito”, avalia.
Antes de fundar a Hampton Solfise em 2002, Patrícia Bentes foi por cinco anos vice-presidente de operações estruturadas do Citibank, em Nova York, e atuou por oito anos na matriz brasileira. A executiva presenciou a estruturação e a distribuição de captação de recursos para os mercados americano e brasileiro, num total que supera 5 bilhões.
Patrícia abordou o tema “A captação de recursos para o crédito. A importância do mercado de capitais” na tarde desta quinta-feira (29/04), durante o Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento (CCMCC). “Fiquem atentos, pois este é um mercado que quem trabalha com crédito certamente ainda irá se deparar”, finaliza a executiva.
| < Anterior | Próximo > |
|---|
CCMCC 2010
Depoimentos
Simone Trocoli, Serasa Experian
O CCMCC traz palestras com conteúdos muito interessantes, como a questão do microcrédito que é um tema pouco explorado e é o que vai sustentar boa parte do crescimento do PIB neste ano. Discutir temas como esse nos levam a sair do quadrado, da mesmice.
Simone Trocoli
Gerente Especialista em Cobrança da Serasa Experian
Franck Vignard, Cetelem
Marcelo Finotti, Serasa Experian
O CCMCC é muito importante para ajudar a disseminar esse conhecimento. Não é um negócio instintivo. É uma coisa que você precisa entender para poder aprimorar e fazer cada vez melhor.
Marcelo Finotti
Gerente Corporativo da Serasa Experian
Horst Muller, Mastercard
Marco Antonio Theodoro, Tivit
É a primeira vez que participamos [do CCMCC]. O tema é muito oportuno por ser um período muito instável, as empresa precisam falar mais sobre esse assunto. Todo mundo que trabalha tem oportunidade de crescer, então trabalhamos muito forte.
Diretor de Novos Negócios da Tivit





