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Sexta Setembro 10 , 2010

Crédito fácil e falta de planejamento são alguns dos motivos da inadimplência entre consumidores brasileiros

o primeiro semestre de 2010, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor médio das dívidas com os bancos teve queda de 0,4%. Os cheques sem fundos, títulos protestados e cartões de crédito e financeiras  apresentaram alta de 41,9%, 6,4% e 1,8%, respectivamente.

Segundo Antonio de Julio, instrutor financeiro e pessoal do Moneyfit, um dos principais motivos da inadimplência é a facilidade de crédito. Além disso, ele explica que o brasileiro não está acostumado a tantas "facilidades" de crediário e esquece que temos uma das piores taxas de juros do planeta. “Também podemos citar a falta de planejamento e conhecimento de algumas pessoas em relação a suas próprias finanças e a falta de uma poupança para momentos de dificuldade”, alerta Antonio De Julio.
Para ele, a inadimplência entre os consumidores brasileiros poderá continuar e o que está acontecendo no momento pode ser o início da explosão de uma possível  "bolha de crédito” que poderá ser causada pelo acúmulo de dívidas anteriores, principalmente dívidas com prazos maiores como a compra de veículos, que bateu vários recordes consecutivos. “ Os brasileiros compraram esses bens sem calcular as taxas de juros e custos com manutenção, impostos e seguro dos veículos. O número de cheques sem fundos pode ser o primeiro indicador da falta de dinheiro do brasileiro para honrar seus compromissos do dia a dia. Com medo de perder o carro por falta de pagamento, ele não deixa de pagar a prestação e "desconta" em outras coisas”, explica o consultor. 

Para lidar com as prestações (cartão de crédito, financiamentos, entre outros) que podem estar em atraso não existem milagres. É preciso cortar gastos e pagar as contas em dia e evitar ao máximo usar os recursos de empréstimos dos bancos, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Bancos chegam a cobrar em um mês o equivalente a um ano de rendimentos em aplicações de baixo risco, conclui Antonio De Julio.

www.moneyfit.com.br
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